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Realizar uma gestão eficiente de todas as informações digitais geradas por sua empresa é fundamental para conseguir elevar resultados, reduzir custos, fidelizar clientes e ter segurança de informação. Para isso, é preciso ter uma boa governança de dados.

Se você busca aprender mais sobre essa prática e compreender como ela influenciará os resultados de sua empresa, este artigo é para você. Pegue um café e boa leitura!

O que é a governança de dados?

A governança de dados é a gestão eficiente de todas as informações digitais geradas por uma empresa, resultantes dos processos e da interação com seus diversos públicos.

Manter essas informações de forma organizada, seguindo bons critérios de validação, é uma excelente maneira de extrair insights e possibilitar melhorias contínuas nos diversos âmbitos da empresa, desde a eliminação de custos desnecessários até a fidelização de clientes.

Para ter mais confiabilidade, muitas empresas têm utilizado soluções de BI (Business Intelligence) para coletar dados de sistemas como ERP ou CRM de maneira automática, evitando a manipulação por terceiros, otimizando tempo e eliminando o risco de erros por fatores humanos.

Quais os objetivos de gerenciar bem os dados?

Realizar uma boa governança de dados traz inúmeros benefícios. Conheça, agora, os objetivos principais que motivarão você a investir nessa estratégia!

Melhorar os processos de tomada de decisão

Decisões são parte da rotina de qualquer empresa, e elas devem ser tomadas sempre com base em dados concretos, fidedignos e avaliações criteriosas. Isso é possível por meio da governança de dados, uma vez que ela garante a atualização e confiabilidade das informações tornando os julgamentos para tomada de decisões mais seguros e assertivos.

Proteger as informações de vazamentos e uso indevido

Ao manter as informações devidamente organizadas, centralizadas e bem gerenciadas, o trabalho de proteção à informação se torna mais eficiente. Com isso, os riscos do vazamento de dados principalmente dados sensíveis e/ou estratégicos, no que diz respeito à relação com os investidores, são minimizados.

Tornar os processos mais eficientes

Você só pode melhorar o que consegue medir, certo? Apesar de suas variações, a essência dessa afirmação é um mantra para quem trabalha com a governança de dados. Ao analisar as informações coletadas e organizadas, é possível otimizar processos e eliminar gargalos, aumentando a produtividade.

Reduzir custos

Quando os processos se tornam mais eficientes, os desperdícios e custos de produção e operação são consequentemente reduzidos. Lembre-se de que, quanto menor for o custo, maior poderá ser a margem de lucro da empresa.

Exibir maior transparência

Com tudo organizado, as tomadas de decisões e a gestão de modo geral são muito mais transparentes, pois cada escolha é justificada com base em dados concretos.

Como implementar de forma eficiente a governança dos dados?

O primeiro passo é definir um “governador” que será responsável pelos diversos aspectos dos dados e que formará um conselho para formular as políticas e apresentar os progressos.

Em seguida, é preciso avaliar a situação atual da empresa. Afinal, não é possível definir um caminho se você não sabe onde está. Levantar as práticas atuais e os resultados obtidos é obrigatório nessa fase do processo.

Com a empresa devidamente situada, o conselho deverá elaborar estratégias e objetivos para determinar como serão tratadas as informações nos próximos anos, além de realizar um acompanhamento constante de todos os aspectos do negócio.

Depois de tudo pronto e organizado, é preciso utilizar as informações de maneira estratégica para garantir o crescimento da empresa. Se esse ponto não for observado, todo o processo perde seu sentido.

Monitorar todas as etapas da governança de dados é parte fundamental do processo, pois, assim como os demais processos de uma empresa, ela pode — e deve! — ser melhorada.

Agora que você já entendeu a importância da governança de dados para o sucesso de sua empresa, entre em contato conosco e descubra como podemos ajudá-lo!

A lei de proteção aos dados foi aprovada pelo Senado Federal em julho, trazendo mudanças consideráveis na maneira com que informações pessoais dos usuários devem ser tratados a partir do início de sua vigência, previsto para 2020, mas que já deve estar no radar das empresas que lidam com dados de seus clientes, prospectos de venda ou contatos comerciais.

A nova legislação desperta dúvidas nas empresas, que deverão adequar seus sistemas e bancos de dados, de maneira a satisfazer as exigências legais estabelecidas pelo novo texto.

Para garantir que a empresa atue de forma a respeitar essa mudança, é necessário entender o que diz a lei de proteção aos dados, quais seus impactos na atuação empresarial e sua influência nos processos e sistemas de CRM. Tratamos desses questionamentos agora, em nosso artigo. Acompanhe!

O que diz a lei de proteção aos dados?

A nova legislação sobre os dados pessoais traz diversas mudanças na maneira como as empresas coletam, armazenam e avaliam as informações obtidas, alterando também a maneira com que elas podem ser coletadas e tratadas, tanto pelas empresas quanto pelo Poder Público, representando mudanças também para os usuários.

Em termos gerais, a nova legislação muda como as empresas poderão, legalmente e dentro do previsto na nova regulamentação, usar os dados pessoais dos consumidores. Do ponto de vista do usuário, a maior mudança está na maneira como ele poderá ter acesso às informações pessoais que as empresas têm a seu respeito.

Já para as empresas, a grande mudança está na maneira de fornecer as informações, que deverá ser feita de forma clara, descomplicada e objetiva. Isso significa que será necessário adotar novos padrões de comunicação, formulários de aquisição de dados mais claros e objetivos e estabelecer diretrizes para que os usuários possam ter acesso às informações coletadas pelas empresas.

Quais as principais mudanças trazidas pela nova lei?

Existem alguns pontos de grande importância no novo texto legal e que merecem consideração pormenorizada para garantir sua compreensão, já que muitas das mudanças previstas pela legislação podem parecer nebulosas. Listamos alguns deles abaixo. Veja!

Fim dos termos que ninguém lê

De acordo com o previsto na lei de proteção aos dados, passa a ser proibido o uso de termos de serviço generalistas e que permite à empresa obter todo tipo de dado do usuário, sob alegação de melhoria de serviço ou compartilhamento com terceiros. Passa a ser necessário esclarecimento de cada um dos pontos de coleta de informações, sendo necessário também que o usuário conceda sua permissão expressa e específica para cada tipo de uso.

Como novidade, a legislação também prevê a possibilidade de obtenção de consentimento por outras formas que a assinatura formal, como no uso de vídeo, por meio de ícones interativos ou mesmo por comunicação com robôs (como os chatbots).

Maior controle no uso de dados sensíveis, como CPF e informações de saúde

Outra mudança de impacto considerável está na exigência de que seja informado ao cidadão qual a finalidade da coleta e aquisição de dados sensíveis, como CPF, histórico de saúde, orientação sexo, religião, posição política, dentre outros.

Também passa a ser obrigatório às empresas informar o tratamento ou não dos dados coletados, o que significa que empresas que utilizam essas informações para análises de estratégia comercial deverão ser explícitas em seu objetivo, para que o consumidor decida se deseja ou não compartilhá-las.

Também é vedado por lei vender ou compartilhar dados de saúde com planos médicos ou seguradoras, tendo em vista estar proibido o uso e o compartilhamento desses para obtenção de vantagem econômica. Com isso, passa a ser exigido das empresas cuidado com o tratamento das informações obtidas, para que seu uso não configure utilização indevida ou mesmo fira o determinado pela nova legislação.

Possibilidade de portabilidade de dados pessoais

Com o início da vigência da nova legislação, passa a ser facultado ao consumidor a possibilidade de pedir que seja realizada portabilidade dos dados pessoais de uma empresa para outra. Com isso, será possível que o consumidor solicite que seus dados de um serviço sejam migrados para outro, mesmo que concorrente, enquanto também lhe será permitido solicitar a exclusão ou anonimização das informações coletadas por determinada empresa.

Também será necessário, por parte das empresas, criar meios para que esses dados possam ser portados, transferidos ou excluídos de prontidão perante solicitação do usuário ou cliente, já que a recusa ou a mora em tais procedimentos podem acarretar sanções para as mesmas.

Qual a influência sobre os processos e sistemas de CRM?

As empresas que se utilizam de processos e sistemas de CRM ainda têm dúvidas a respeito da influência da nova legislação para suas operações e atividades, já que muito ainda precisa ser discutido e esclarecido pelos órgãos normativos até que a lei seja aplicada e entre em vigor.

No entanto, dentre as dúvidas mais comuns está o impacto na estrutura e no funcionamento dessas ferramentas para as empresas, já que a possibilidade de alteração, portabilidade ou exclusão de dados por parte do cliente exige mudanças estruturais e ferramentais dentro dos CRMs, especialmente sobre como esses processos deverão ser realizados.

Além disso, não está claro se o registro de vendas e negociações, por exemplo, poderá ser realizado da maneira como é feito atualmente ou se será necessário autorização específica do comprador, tendo em vista que a empresa tem o direito de armazenar informações a respeito daquilo que foi adquirido dela, mas existem dúvidas sobre até onde vai esse direito e como ele contrasta com o que estabelece a nova legislação.

Como é possível perceber, a nova lei de proteção aos dados traz mudanças significativas e sensíveis à manutenção das informações de clientes e consumidores, exigindo reflexão e cuidado por parte das empresas. É necessário que os sistemas de CRM estejam alinhados com a nova legislação, visando transparência, ética e respeito aos dados coletados.

O que você achou de entender melhor o que diz a lei de proteção aos dados e sua influência nos processos e sistemas de CRM? Caso tenha ficado com alguma dúvida, entre em contato conosco agora mesmo!

O Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (GPDR, na sigla inglesa) consiste em uma regulação emitida conjuntamente pela Comissão Europeia, Parlamento Europeu e Conselho de Ministros da União Europeia (UE), a fim de fortalecer e unificar a segurança das informações dos cidadãos da UE.

Trata-se da mais importante mudança em relação à privacidade de dados nas últimas duas décadas. Medidas preparatórias e debates levaram 4 anos até que o GDPR pudesse ser finalmente aprovado pelo Parlamento Europeu em 14 de abril de 2016.

Pensando nisso, abordamos, ao longo deste artigo, a importância de se adaptar a essa nova política, os impactos gerados para os ambientes de negócios e o que pode ser feito para utilizar o GDPR a favor do compliance da sua empresa. Boa leitura!

Qual a importância de se adaptar ao GDPR?

Organizações de todo o mundo passaram a se sentir pressionadas a partir do momento em que o GDPR foi implementado (25 de maio de 2018). Todavia, muitas ainda estão distantes da conformidade ideal, ao passo que as alterações a serem realizadas exigem esforço e comprometimento em todos os níveis do negócio.

Segundo matéria recentemente publicada, muitas empresas latino-americanas precisam se adequar aos novos termos. Isso significa que poucas organizações mantêm registros de transferências e processamentos ou utilizam a classificação automática de dados.

As porcentagens são preocupantes, à medida que esses elementos são requisitos essenciais do GDPR. Na prática, as empresas estão em diferentes estágios de preparação e progridem lentamente.

Quais são os impactos para o seu negócio?

O GDPR define claramente sua aplicabilidade territorial, de modo que atinge todas as organizações que coletam e processam dados pessoais de cidadãos europeus, independentemente da localização da empresa. Portanto, não importa se o processamento é realizado nos países que são membros da UE.

Por exemplo, uma empresa sediada no Brasil que ofereça bens e serviços a pessoas que residam na União Europeia, está sob a jurisdição do GDPR. Além disso, há outros impactos importantes dessa nova política. Conheça os principais logo abaixo.

Consentimento

Os avisos de consentimento não podem ser evasivos. Sendo assim, todas as organizações devem obter o consentimento explícito para armazenar e utilizar os dados dos usuários, explicando claramente como tais informações serão usadas. Além disso, ficou mais fácil para o indivíduo retirar sua aprovação.

Notificação obrigatória de violação

As empresas estão obrigadas a notificar a autoridade supervisora, no prazo máximo de 72 horas, após a descoberta da violação de dados, a menos que seja manifestamente improvável que a brecha represente algum risco aos direitos ou à liberdade dos cidadãos europeus.

A notificação deve informar a natureza da violação, o número e o tipo do registro violado, bem como o nome do responsável pela proteção dos dados e as medidas adotadas para reduzir os riscos, além de outros detalhes técnicos.

Como utilizar o GDPR a favor do compliance?

Para utilizar o GDPR a aplicar regras mais estritas, é altamente recomendável efetuar uma auditoria de suas soluções atuais de segurança de dados e implementação de processos a fim de aprimorar o compliance da sua empresa a partir dessas bases.

A auditoria deve revelar quais dados são coletados das pessoas, a existência (ou não) de procedimentos adequados de consentimento, os locais exatos nos quais as informações são armazenadas, quem tem acesso a elas, como a integridade e a privacidade dos usuários é garantida etc.

Fundamentado nessas descobertas, um plano sólido de atualização pode ser delineado à luz do GDPR e compartilhado com todas as partes envolvidas.

Se você deseja elevar a sua linha de serviços e produtos, não perca a oportunidade de saber mais sobre a importância da estratégia de dados para o seu negócio!